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    Home » Ferimentos indicam clima de guerra na Era dos Dinossauros – 01/04/2025 – Ciência
    Ciência

    Ferimentos indicam clima de guerra na Era dos Dinossauros – 01/04/2025 – Ciência

    Brasil ElevePor Brasil Eleveabril 1, 2025Nenhum comentário4 minutos de leitura
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    Ao que tudo indica, a Era dos Dinossauros começou em clima de guerra para alguns dos mais antigos carnívoros do grupo. A análise de seus crânios revelou lesões ósseas que teriam sido causadas pelos dentes de membros da própria espécie do dinossauro ferido.

    Os ferimentos, encontrados em fósseis originários do Rio Grande do Sul e da Argentina, indicam que esse tipo de combate, já inferido no caso de dinossauros bem mais tardios e famosos, como o Tyrannosaurus rex, talvez tenha acompanhado o grupo desde seus primórdios, há mais de 230 milhões de anos.

    No novo estudo, um trio de pesquisadores estudou crânios do grupo dos herrerasaurídeos, talvez o primeiro a se ramificar após o surgimento dos dinossauros. Mauricio Garcia e Rodrigo Müller, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), junto com Ricardo Martínez, da Universidade Nacional de San Juan (Argentina), publicaram o resultado das análises em artigo no periódico The Science of Nature, no último dia 26.

    Para a época em que viveram, o período Triássico, os carnívoros estudados tinham porte bastante respeitável, superior a 3 metros de comprimento –pouco mais que isso no dinossauro brasileiro Gnathovorax, cerca de 3,5 m no caso do argentino Sanjuansaurus e até 6 m no do Herrerasaurus, também do país vizinho. A aparência geral desses bichos lembra vagamente o estereótipo do dinossauro predador bípede, esguio e ágil, como o Velociraptor, embora o parentesco entre eles seja distante.

    As lesões identificadas correspondem a rasgos relativamente profundos no crânio de membros das três espécies e apresentam sinais de cicatrização, o que significa que não foram feitas no momento da morte ou depois que os indivíduos já tinham morrido.

    Do total de crânio estudados pela equipe, metade tinha esses ferimentos no osso. Outra pista curiosa é o fato de que os outros predadores de grande porte da região na época, distantemente aparentados com os atuais jacarés e crocodilos, não apresentam o mesmo tipo de marca em seu crânio. Para os pesquisadores, isso reforça a ideia de que as marcas documentam confrontos entre os próprios dinossauros.

    “O que propicia esse tipo de lesão, além dos dentes afiados desses animais, é o fato de que répteis, no geral, não apresentam musculatura na face. Por isso, a camada de tecidos por cima da região fácil é proporcionalmente menor do que em mamíferos”, o que faz com que os combates pudessem rasgar o próprio osso, explicou Mauricio Garcia à Folha. “É claro que eles desenvolveram outras maneiras de proteger essa região, como escamas ou pele queratinizada.”

    Além das mordidas “cara a cara”, garras das patas também poderiam ser utilizadas durante os duelos. A julgar pelo que já se sabe com base em estudos recentes sobre os tiranossauros, por exemplo, é possível supor que os ataques tivessem uma relação com a chegada dos dinossauros à maturidade, conta Garcia.

    “Os autores de um desses estudos verificaram que as lesões são muito mais frequentes em indivíduos a partir de um certo estágio de desenvolvimento, podendo indicar, então que esse comportamento estaria ligado à maturidade sexual”, explica ele.

    Em espécies modernas, as disputas nessa fase da vida costumam estar ligadas à defesa do território e busca por parceiros, mas ainda não é possível estimar se, no caso dos primeiros dinossauros, era mais comum que machos ou fêmeas entrassem em confronto por causa disso.

    “Identificar isso no registro fóssil só é possível se existem feições óbvias [de machos e fêmeas] que variam na amostra populacional, ou quando se tem uma amostra muito grande”, diz o pesquisador.

    “Os herrerasaurídeos são dinossauros bastante restritos temporalmente, ocorrendo num alcance de menos de 10 milhões de anos. Além disso, viveram em uma época na qual os dinossauros ainda não eram a fauna mais abundante nos ecossistemas. Então, nossa amostra é relativamente pequena para se poder avaliar isso”, afirma Garcia. O trabalho no Rio Grande do Sul, porém, tem ampliado significativamente essa amostragem, o que talvez ajude a esclarecer mais aspectos dos combates no futuro.



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